Mercedes Classe AAAAAAA Lelek lek lek

Se você está lendo esse post você está conectado à internet, e se está conectado a internet a essa altura com certeza já viu o hit “AAAAAAAA Lelek lek lek”, aqueles funkeiros pulando na comunidade com essa música chiclete e engraçadinha.

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Eis que então a famosa marca de carro Mercedes Benz; sim, uma marca de carros de luxo, mesma marca envolvida com negócios de altíssimo nível (como a Fórmula 1) lança um comercial do novo Classe A embalado pelo funk do momento.

Eu não estudo marketing e sei pouco sobre publicidade, mas sei o quanto é difícil criar a imagem de uma marca e a marca Mercedes passa longe do funk. Não to sendo preconceituoso, dizendo que é algo que não pode ou algo assim, só imagino que o consumidor final, o homem que vai compra um Classe A por R$100.000,00 provavelmente nem sabe quem são esses Lelesks. Certo?

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Errado! Estudo numa famosa faculdade particular de engenharia e convivo com exatamente o tipo de público alvo que a Mercedes quis atingir: jovens endinheirados.

Jovens que provavelmente vão ganhar esse carro do papai e tocar o “AAAAA Lelek” no rádio do seu Classe A via bluetooth do seu Iphone 5.

Diariamente vejo no estacionamento da facul BMW, Volvo, Tiguan e até Camaro (não, não é amarelo ¬¬). Todos esses carros dirigidos por jovens ricos que “curtem” funk e devem ter achado esse comercial o máximo.

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Contudo ainda acho que marca fugiu totalmente do seu conceito no momento que aprovou a ideia do publicitário de fazer essa campanha, aliás, se eu fosse executivo da Mercedes nunca mais contratava essa agência.

E não gosto de funk.

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Faroeste Caboclo – O filme

“Não tinha medo o tal João de Santo Cristo…”

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Legião Urbana foi a melhor banda nacional que já existiu, não tem como escolher a melhor música, porém gosto um pouco mais de Faroeste Caboclo porque foi por ela que ouvi Renato Russo pela primeira vez.

A famosa música de quase 10 min (sem repetir um verso) sempre teve esse clima: “Pô, imagina um filme dela…”; e em 2005 surgiram os primeiros boatos que fariam um filme, lembro de participar de uma comunidade no Orkut em 2007 que discutia isso e até diziam que a Maria Lúcia seria a Débora Secco.

Finalmente saiu o trailer oficial, já viram?

Promete ser um bom filme, mas acho que no fundo não queria um filme. Pra mim já existe um filme “Faroeste Caboclo” e ele passa toda vez na minha cabeça toda vez que ouço esse música, como a letra não caracteriza fisicamente bem os personagens, João de Santo Cristo pra mim é um mulato, Jeremias é um malandro/noia e Maria Lúcia simplesmente uma menina linda. Sempre imaginei Maria Lúcia como uma morena de olhos verdes, não sei porque; e não tinha nada a ver com a Isis Valverde, que também é linda.

Bom como todo mundo conhece a música, não existe spoiler. A cena mais aguardada é o duelo final às duas horas na Ceilândia em frente ao lote 14, quando João de Santo Cristo dá cinco tiros no bandido traidor com a Winchester 22 e morre.

Estreia 30 de maio.

The Killers – Lollapalooza 2013

Que Lollapalooza que nada! 29/03/2013 pra mim ficou marcado com o show do The Killers.

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Tem algo melhor do que ir no show da banda que você mais gosta? Aquela que você sabe cantar todas as letras, tem todos os álbuns e sempre espera ansiosamente por uma confirmação de um show dela no Brasil? Eu acho que não.

O último show que a banda havia feito foi em 2009, infelizmente não fui =(. Desde então aguardava todo dia alguma notícia sobre a sonhada volta deles, até que em um domingo a noite um tweet de um fã-clube dizia que na manhã seguinte seriam divulgadas as bandas que iriam tocar no Lollapalooza 2013, isso em outubro de 2012. Não havia nenhum rumor sobre os Killers vir, mas nós como fãs não custava sonhar, já que o festival faz bem o estilo dos caras.

Daí saiu o lineup, The Killers foi confirmado e foi só alegria, corri pra comprar meu ingresso.

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O show era às 21:30, mas cheguei cedo no Jockey Club pra curtir o festival e ver o que tava rolando. Fiquei pelo palco principal e assisti ao show de duas bandas antes, uma boa e outra péssima.

O primeiro show que vi foi de uma banda que nunca tinha ouvido falar: The Temper Trap, não sei como definir o estilo deles, o cantor canta em falsete (aquela voz fininha, tipo Bee Gees). Gostei bastante deles e vou baixar algumas músicas, o legal de festival é isso, você conhece um banda logo no show dela.

A segunda banda foi The Flaming Lips, o vocal é um veio doidão! Com roupas espalhafatosas, uma boneca no colo (?) e vários efeitos no telão, as primeiras três músicas foram boas, conhecia uma do vídeo de skate Fully Flared (Lakai) e curti. Só que daí pra frente o show criou um clima chato, com músicas lentas sem sentido, era visível que a galera não tava curtindo. A expectativas pro show da noite só aumentava.

Ás 21:38 subiu ao palco a (na minha opinião) melhor banda de todos os tempos: THE KILLERS. Um show para 52 mil pessoas histórico, sem muitos efeitos especiais a emoção de cantar junto TODAS as músicas foi o que tomou conta.

A banda tocou hits como “Somebody told me”  e “Mr. Brightside”, e fez um setlist impecável como músicas dos quatro discos:

Setlist

Mr. Brightside
Spaceman
The Way It Was
Smile Like You Mean It
Miss Atomic Bomb
Human
Somebody Told Me
For Reasons Unknown
From Here on Out
A Dustland Fairytale
Read my Mind
Runaways
All These Things that I’ve Done

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This Is Your Life
Jenny Was a Friend of Mine
When You Were Young

Brandon Flowers visivelmente estava feliz aquela noite, sorria o tempo todo nos intervalos entre música, o que contrastava com suas perfomances teatrais nos sons com letras que podem ser consideradas dramáticas. O baterista Ronnie Vannucci destruiu, e com o braço enfaixado!

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Eu não sei explicar porque gosto tanto do The Killers, mas acho que sei porque All These Things that I’ve Done é a minha música favorita. Essa música é da parte do skatista Daewon Song no vídeo Almost Round 3, tem uma frase na revista 100% skate sobre essa parte que não esqueço: “Se dissessem que o The Killers compôs essa música especialmente para esse parte não seria algo plausível, afinal nunca se viu uma sintonia tão perfeita em um vídeo de skate”.

O coro “I got soul but I’m not a soldier” é algo mágico, e sempre soube que ouvir aquilo ao vivo seria algo que nunca me esqueceria. Tava certo.

Essa música me faz lembrar uma das melhores épocas da minha vida, ainda sendo bem novo.

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Acompanharam o Lollapalooza? Também gostam (amam) o The Killers? Deixe seu comentário e até a próxima 😉